Uma adaptação saudável ao mundo moderno

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A expansão da educação infantil no Brasil e no mundo vem crescendo nas últimas décadas acompanhando o aumento da urbanização, a maior inserção da mulher ao mercado de trabalho, consequentemente formando mudanças na organização e estrutura das famílias. A sociedade está se tornando mais consciente quanto à importância das experiências na primeira infância, o que motiva demandas por uma educação institucional para crianças menores de dois anos.
Entra neste contexto não apenas a educação e formação do cidadão mais também preocupações quando a formação de hábitos alimentares. A alimentação adequada até os dois anos de idade é de grande importância para promover o crescimento e desenvolvimento infantil. Sabe-se que até os 6 meses de vida o leite materno deve ser a única fonte alimentar da criança, a partir deste período é necessário uma alimentação para complementar o leite materno, uma vez que a criança já apresenta maturidade fisiológica e neurológica para receber outros tipos de alimentos.
Cuidados devem ser tomados quando a criança passa a receber a alimentação complementar, pois a introdução destes alimentos expõe ao risco de infecções. Os maiores problemas desta ordem estão na contaminação de água e alimentos durante sua manipulação e preparo. Inadequada higiene pessoal e dos utensílios, além de alimentos mal cozidos e métodos errados de conservação são um dos principais meios de contaminação.
A elaboração de um cardápio variado rico em nutrientes contribui para o aporte nutricional necessário nesta faixa etária e auxilia na diminuição dos riscos de contaminação. Além disso, transforma o alimento variando sua forma de apresentação. Envolve as sensações do indivíduo, aguçando todos os sentidos que, quando despertados, gravam no sabor da memória uma nova emoção para o alimentar-se com prazer.
É de grande importância que o profissional de nutrição saiba atender as exigências deste mercado de trabalho que tende a aumentar. Nesta fase são bastante comuns as dúvidas, dificuldades, receios e ansiedades das mães e cuidadores. Alimentação segura na infância é inquestionável, uma vez que, deficiências nutricionais e condutas inadequadas quanto a pratica alimentar podem levar não apenas prejuízos imediatos, mais por uma vida toda.

Referencias
SILVA, Ligia Mara Parreira; VENANCIO, Sônia Isoyama e MARCHIONI, Dirce Maria Lobo. Práticas de alimentação complementar no primeiro ano de vida e fatores associados. Rev. Nutr. [online]. 2010, vol.23, n.6, pp. 983-992. ISSN 1415-5273

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE. DEPARTAMENTODE ATENÇÃO BÁSICA. Dez passos para uma alimentação saudável: guia alimentar para crianças menores de dois anos: um guia para o profissional da saúde na atenção básica/ Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção a Saúde, Departamento de Atenção Básica. –2ed. –Brasília: Ministério da Saúde, 2012.
São Paulo (SP). Secretaria Municipal de Educação. Manual de alimentação para os Centros de Educação Infantil conveniados / Secretaria Municipal de Educação – São Paulo : SME, 2011.

 

 

 

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