Importância e cuidados do consumo alimentar infantil

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A alimentação saudável é fundamental para garantir a saúde, bom crescimento e desenvolvimento das crianças, tendo repercussões ao longo de toda vida do indivíduo. Sabe-se que até os seis meses de vida, o leite materno é capaz de nutrir, além de favorecer a proteção contra doenças, devendo ser a única fonte alimentar da criança. A partir deste período, é necessário realizar a inclusão de alimentos complementares para elevar a densidade energética da dieta e aumentar o aporte de micronutrientes.

 Os primeiros anos de vida de uma criança, em especial os dois primeiros, são caracterizados por crescimento acelerado e enormes aquisições no processo de desenvolvimento, incluindo habilidades para receber, mastigar e digerir outros alimentos. Além disso, o consumo alimentar é influenciado por condicionantes culturais, sociais e econômicos de uma sociedade, sendo os hábitos e as atitudes alimentares consequências destas.

 A fase pré- escolar caracteriza-se por um menor ritmo de crescimento fazendo com que o apetite também diminua. As crianças desenvolvem um interesse crescente ao seu redor, interessando menos pelos alimentos comumente oferecidos, o que resulta em “cortes alimentares”.

 Quando o consumo de energia e de nutrientes está abaixo das necessidades diárias da criança, estabelecem-se maiores condições para o aparecimento das doenças carências. As mais comuns na fase pré-escolar são, deficiência de vitamina A, anemia ferropriva e desnutrição. Um cardápio variado, rico em frutas, verduras, legumes, carnes e cereais com bastante imaginação e divertido pode levar a curiosidade da criança despertando assim a vontade de se alimentar.

Quando a criança passa a receber alimentação complementar aumenta a possibilidade de doenças diarréicas, importante causa de mortalidade e morbidade entre crianças pequenas, por não haver cuidados de higienização na preparação e oferta dos alimentos.  Os maiores problemas dessa ordem são a contaminação dos alimentos e água durante o preparo e manipulação, inadequada higiene pessoal e dos utensílios, alimentos mal cozidos e conservação dos alimentos em temperatura inadequada.

É importante que a criança seja levada a unidades de saúde frequentemente para as consultas de acompanhamento do crescimento e desenvolvimento. Caso seja necessário procure auxilio do profissional nutricionista. Este é responsável por de criar condições melhores de alimentação para todos os indivíduos, sempre que o comportamento alimentar estiver sendo um obstáculo para uma alimentação adequada.

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Referências

BERNARDI, J. R.; CEZARO, C. D.; FISBERG, R. M.; FISBERG, M.; RODRIGUES, G. P.; VITOLO, M. R. Consumo alimentar de micronutrientes entre pré-escolares no domicílio e em escolas de educação infantil do município de Caxias do Sul (RS). Revista de Nutrição, Campinas, v.24, n. 2, p. 253-261, 2011. 

COORDENAÇÃO DE VIGILANCIA NUTRICIONAL. GERENCIA DE DOENÇAS NÃO TRASMISSÍVEIS. SECRETARIADE ESTADO DE SAÚDE. Educação Nutricional. Propostas de atividades. –2ed­ – Goiânia-GO, p.8-15, 2011.

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE. DEPARTAMENTODE ATENÇÃO BÁSICA. Dez passos para uma alimentação saudável: guia alimentar para crianças menores de dois anos: um guia para o profissional da saúde na atenção básica/ Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção a Saúde, Departamento de Atenção Básica. –2ed. –Brasília: Ministério da Saúde, 2012.

 

 

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